Associação de Alojamento Local dos Açores (ALA) alerta que a taxa tem sido mal recebida pelos clientes, porque “a maioria das reservas foi efetuada antes” do novo imposto.

“Estamos a dar cara quando não há um documento oficial das autarquias”
O alerta vem de João Pinheiro, presidente da ALA. A taxa turística não tem sido bem recebida pelos hóspedes, pois “a maioria das reservas foi efetuada antes” da sua implementação.
O representante do setor critica a falta de transparência e afirma que não existe “informação oficial das autarquias para apresentar aos clientes”. Dessa forma, os proprietários de Alojamento Local acabam por enfrentar dificuldades. “Nós é que estamos a dar cara a dizer que há uma taxa turística quando não há um documento oficial das autarquias”, reforça.
Além disso, João Pinheiro lamenta ver que “os municípios estão a avançar sem ter em conta a promessa de todos avançarem ao mesmo tempo”. Para piorar a situação, ainda há um município “que não aplica a taxa turística”.
No final do primeiro mês de cobranças, os proprietários precisam de introduzir os dados dos hóspedes nas plataformas das respetivas autarquias. No entanto, o presidente da ALA prevê “constrangimentos” nesse processo. O presidente da ALA salienta que o setor está “a conseguir cumprir a lei, mas não está a ser fácil”.
Alojamento Local gera impacto de 350 milhões de euros na região
Os dados, provenientes de um estudo do professor universitário Gualter Couto, referem-se a 2023. O impacto económico do Alojamento Local nos Açores foi de 350 milhões de euros, representando 6,5% do Produto Interno Bruto (PIB) da região.
João Pinheiro destaca que o AL corresponde a “mais de 40% das dormidas” e “mais de 60%” das camas disponíveis nos Açores. Com esses números, o setor reafirma a sua importância para a economia local.
Empresários pedem reforço das ligações aéreas
A principal preocupação do setor é a “mitigação da sazonalidade”, alerta João Pinheiro.
“O setor do AL, muito se fala que é a galinha dos ovos de ouro, mas quando se faz bem as contas, no final de sete meses de época alta e cinco meses de época baixa, chegamos ao fim do ano e praticamente ficamos a ver navios”, explica.
Por isso, empresários do setor defendem o reforço das ligações aéreas. O objetivo é atrair turistas durante todo o ano e evitar os períodos de baixa ocupação, que afetam a sustentabilidade do Alojamento Local.
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